terça-feira, 12 de junho de 2018

Construção da nova Igreja Matriz de São Sebastião


Logo após a realização do Concílio Vaticano II, a antiga capela de São Sebastião (construída em 1872) deu lugar à uma nova construção, obra de Frei Nestor Windolph, OFM. Nesta fotografia podemos ver o novo templo ainda em construção, em meados da década de 1960.



Frente da cidade de Santarém em 1981


O rio Tapajós banhando parte da Rua Adriano Pimentel e da Praça Barão de Santarém em um dia do mês de agosto de 1981. Em destaque o prédio da então Prefeitura Municipal (hoje Centro Cultural João Fona).



domingo, 10 de junho de 2018

Momento Poético: SAUDADES...


Por Carlos Estevão de Oliveira

Saudades! Águas passadas!
Nuvens que o vento levou!
Brancas ruínas sagradas
De um templo que desabou!

Do rio de nossa vida
Tristonhas garças reais;
Sonhos que voam, querida,
Mas, ai de nós! Para traz!... 

O dia que Alenquer ganhou um grande prêmio...


Em 27 de dezembro de 1939, o município de Alenquer foi contemplado em um sorteio de 100:000$000 (cem contos de réis), sorteado pela Empresa Construtora Universal Ltda. A prefeitura, na pessoa do seu prefeito, dr. Amadeu Burlamaqui Simões, entrou em entendimento para a construção de uma escola. Entretanto, o Governador do Pará, dr. José Malcher, interferiu na história para que ao invés da Escola, outros estabelecimentos fossem construídos, como podemos ver no que segue:



Outras Dez Curiosidades sobre a cidade de Alenquer



Por Pe. Sidney Augusto Canto

01. Alguns dados sobre a Educação em Alenquer...
Em 1871, o então juiz de direito da Comarca de Santarém (do qual Alenquer fazia parte) e também presidente da Província do Pará, dr. Abel Graça, promoveu uma circunscrição em benefício da construção de uma Escola para aquela Vila. A população atendeu ao apelo do juiz e presidente e arrecadou-se 1:000$000 (um conto de réis), com o qual se deu início a construção de uma Escola para o ensino primário. Em 1877, a Escola de Ensino Primário de Alenquer possuía a matrícula de 105 alunos (meninos) e era regida pelo professor normalista sr. Moraes, possuindo a frequência média de 96 alunos. Merecendo um elogio publicado no jornal “Baixo Amazonas” (de Santarém) que dizia o seguinte: “É lisonjeiro o estado desta escola devido a dedicação e inteligência do professor, que consagra todo o seu cuidado no desenvolvimento moral de sua escola e o adiantamento dos seus alunos”.

02. Sobre o primeiro Tribunal do Júri em Alenquer...
Em 15 de dezembro de 1874 foi instalada a Primeira Sessão do Tribunal do Júri no Termo Judiciário de Alenquer (então pertencente à Comarca de Santarém). O primeiro processo julgado pelo júri foi o de um furto praticado pelos réus João Soares de Oliveira (vulgo João Redondo) e o negro Gaspar Felippe Landegario, acusados de subtrair cerca de cinco contos de réis em ouro, que havia sido encontrado enterrado nas imediações da cidade de Alenquer.

03. Sobre viagens a vapor de Alenquer...
No ano de 1876, um viajante que quisesse viajar de embarcação a vapor de Alenquer para Santarém ou Óbidos, pagaria o valor de cinco mil réis pelo bilhete de passagem. Entretanto, se a viagem fosse de Alenquer para Belém, o viajante desembolsaria 55 mil réis e, para Manaus, 45 mil réis. Para se comparar, o preço médio de um boi na região, na época girava entre 15 e 20 mil réis.

04. Sobre uma antiga parteira alenquerense...
No dia 11 de abril de 1886, falece em Alenquer, com a avançada idade de 118 anos, a senhora Raymunda Maria Correa, que desde o século XVIII, exercia a profissão de parteira. Apesar de ser cega e viúva desde os 88 anos de idade, ainda gozava plenamente de suas faculdades mentais quando faleceu. Tinha 13 filhos, 61 netos, 79 bisnetos e 19 tataranetos.

05. Sobre o Telégrafo em Alenquer...
Em 31 de março de 1896, a Amazon Telegraph Company colocou em concorrência pública a estação da agência telegráfica de Alenquer. Naquela época, cada palavra que fosse emitida em um telegrama, custaria ao alenquerense o valor de 800 réis. O telegrafo começou a funcionar neste mesmo ano, entretanto, o cabo subfluvial entre Alenquer e Santarém seria cortado pouco depois de começar a funcionar e só voltaria a ser reconectado pouco mais de oito anos depois, em 12 de janeiro de 1905.

06. Um presente alenquerense ao governador...
Em 1902, os jornais paraenses noticiaram um fato inusitado. As férteis terras alenquerenses produziram uma enorme melancia que pesava 24 quilos. O que foi feito dela? Bem, o enorme cucurbitáceo foi oferecido de presente ao dr. Fulgêncio Simões, então Senador Estadual do Pará, que por sua vez, a deu de presente ao governador paraense Augusto Montenegro.

07. Sobre a enchente de 1908...
Enchentes na Amazônia são anuais. No entanto, em alguns anos foram registradas grandes enchentes que trouxeram grandes transtornos e prejuízos. Em 11 de junho de 1908, o sr. Manoel Siqueira, residente no Paraná de Alenquer, estabelecido com casa comercial, teve que abandonar toda sua propriedade que foi invadida pelas águas, dando-lhe um prejuízo de 20:000$000 (vinte contos de réis). Como ele, vários outros comerciantes e fazendeiros tiveram enormes prejuízos com as cheias além do normal.

08. Sobre arqueologia alenquerense...
No dia 31 de agosto de 1910, circula na capital do Estado do Pará a notícia de que, em Alenquer, foram encontradas diversas igaçabas contendo muitos ossos humanos e utensílios indígenas. É um dos mais antigos registros de achados arqueológicos dos antepassados indígenas que iniciaram a história da ocupação humana em Alenquer. A descoberta se deve, em parte, aos estudos etimológicos realizados pelo Promotor Público da Comarca alenquerense, dr. Carlos Estevão de Oliveira.

09. Sobre eleições em Alenquer...
A eleição realizada a 30 de janeiro de 1912 na cidade de Alenquer teve muitas curiosidades, entre elas destacamos: um eleitor, de nome Manoel Cardoso Monteiro, que votou duas vezes; e o primeiro caso do que possa ter sido uma mulher votando no período Republicano, o lapso foi constado na assinatura que, além de ser uma letra muito “feminina” o nome assinado foi o de Pedra Francisca Ferreira.

10. O Carnaval alenquerense em 1928...
A animada quadra de Momo agitou a cidade de Alenquer há 90 anos atrás. Diversos blocos percorriam as ruas da pacata e animada cidade ximanga. No entanto, um deles, composto apenas de mulheres chamava a atenção da sociedade alenquerense. Tratava-se do bloco “Mimosas Gatinhas”, composto, entre outras beldades, pelas seguintes brincantes: professora Rosita Lima, dra. Glorita Silva, Nazareth Simões, professora Yayá Silva, farmacêutica Yayá Bentes, Ecila Bentes, Analia Costa Homem, Flora Alves, Felícia Alves e (a mais jovem delas) Celma Nunes.

Foto ilustrativa: Grupo Escolar da cidade de Alenquer na década de 1970, cedida ao blog pelo amigo Luiz Potyguara Siqueira. Fontes: Acervo pessoal do autor, acervo ICBS e acervo da Biblioteca Nacional.

sábado, 9 de junho de 2018

Trabalho de abertura da rodovia Translago


Feita pela iniciativa de Frei Gilberto Wood, a abertura de uma estrada que ligasse a Vila de Curuai a outras comunidades da região do Lago Grande, foi feita, em grande parte, pelo trabalho comunitário, que faziam o serviço de limpeza e destocamento da picada que deu origem à estrada, conforme podemos ver nesta fotografia do início da década de 1970.



Paisagem do rio Tapajós a partir de Alter do Chão em 1956


Trecho do rio Tapajós visto a partir da Vila de Alter do Chão, podendo-se ver, além da destacada Serra Piroca (que no ângulo desta fotografia aparece no formato piramidal), a Ponta do Cururu, ao longe. Nesta época, fazia-se a sondagem para pesquisa sobre existência de petróleo naquela localidade.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Interior da Matriz de Belterra em 1952


Registro fotográfico de uma cerimônia religiosa no interior da Igreja Matriz de Santo Antônio, em Belterra, na década de 1950, fotografia tirada provavelmente do antigo “Coro” da igreja.



Comunitários na frente da Igreja em Alter do Chão


Alguns dos comunitários de Alter do Chão, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Saúde, padroeira daquela comunidade, durante visita do padre franciscano Frei Osmundo Menges, OFM (dentro do veículo), na década de 1950.




Casas em Mojuí dos Campos em 1969


Algumas das casas típicas da Vila de Mojuí dos Campos em 1969. Vila tipicamente habitada por imigrantes cearenses, as casas eram feitas de taipa de mão, geralmente coberta com folhas de palha.




quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um cruzamento santareno na década de 1960


Cruzamento das atuais Avenida Barão do Rio Branco com a Rua Maestro Wilson Fonseca. Antes era um salão da Paróquia da Catedral. Hoje, a parte de baixo ainda pertence à Paróquia, em cima, entretanto, há um novo andar, onde funciona o Centro Diocesano de Pastoral.




Memória da Propaganda: Ubirajara Bentes e terrenos à venda


Um dos mais destacados advogados da cidade de Santarém, o dr. Ubirajara Bentes de Souza, também tratava de venda de diversos terrenos e residências na Santarém do ano de 1955, conforme podemos ver nesta propaganda publicada no Jornal de Santarém.



Crianças em Belterra no ano de 1953


Grupo de crianças na Vila de Belterra, em 1953. Estavam preparando palha para ser usada como cobertura ou construção de barracas, possivelmente para as que eram feitas por ocasião das quermesses. Ao fundo a Igreja Matriz de Santo Antônio e a residência paroquial dos padres franciscanos.




A visita do Embaixador de Israel à Belterra


O Embaixador de Israel no Brasil, Itzhak Harkavi (no centro da foto, vide a seta), esteve em visita à então Vila de Belterra, no dia 06 de maio de 1971. Foi recebido por diversas autoridades civis, militares e eclesiásticas, na pista de pouso daquela localidade.



Igreja Matriz de Santa Ana, em Itaituba – 1956


Localizada às margens do rio Tapajós, a Igreja Matriz de Santana aqui aparece em uma fotografia de 1956 (atualmente é Igreja Catedral da Prelazia). Ao seu lado pode-se ver o antigo Convento, hoje residência episcopal.




Comunidade Nossa Senhora das Graças em fins da década de 1970


Vista do Salão Paroquial e da pequena pracinha da Comunidade de Nossa Senhora das Graças, localizada no cruzamento da Avenida Borges Leal com a Travessa Silvino Pinto, em Santarém. Fotografia de fins da década de 1970.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

As quermesses do Asilo São Vicente no ano de 1955


A comissão patrocinadora dos festivais em favor do Asilo de São Vicente, nesta cidade, tem o prazer de convidar as autoridades civis, militares e eclesiásticas, as associações de classe e religiosas, o Comércio, a Indústria, o Operariado e o povo em geral para cooperarem nos dias 22, 23 e 24 do corrente, comparecendo às quermesses em benefício dos pobres velhinhos ali asilados.

A guerra às “bombas juninas” no ano de 1929


Está merecendo a atenção da polícia o emprego que vem sendo feito, todas as noites, dessas bombas explosivas, que outra coisa não são senão um atentado ao sossego noturno e à integridade física do incauto transeunte. As paredes das habitações são as que mais sofrem com essas bombas cuja nefasta ação, todos conhecem.

A festividade de São Pedro em Santarém no ano de 1951


Movimentaram-se os pescadores dos nossos rios para as comemorações do dia de São Pedro, glorioso padroeiro da grande classe que moureja sobre as águas, em dias solarentos, sobre a canícula escaldante ou em noites chuvosas e escuras, quando as tempestades agitam as águas, fazendo balançar as pequenas e frágeis canoas que galgam as ondas altaneiras, transpondo enormes montanhas líquidas, vencendo os perigosos abismos que se cavam entre o elemento revolto.
Nesses instantes de perigo, o pescador, homem de fé e confiança, tem como seu guia e protetor o seu grande padroeiro, que também exercera o espinhoso ofício nas águas da Palestina.

O Cordão “Passarinho de Ouro” em Santarém – 1935


Com muita alegria verifiquei que, em Santarém, já se procura viver com certa felicidade. O conforto, o desprendimento de muitas coisas materiais, traz às agruras humanas uma certa parcela de bem viver. Tudo deve espairecer, muito embora tenhamos de esconder muitas tristezas dos que moram na alma.
Nesse fito, assisti a exibição do cordão Passarinho de Ouro, que nada deixa a desejar desde a indumentária até o ensaio, tudo leva a dar momentos de grande alegria aos que assistiram o desempenho desse cordão joanino.