Em meados de 1855 a Amazônia sofria com a
epidemia do “colera morbus”. O ofício abaixo transcrito, escrito pelo médico responsável
pela comissão de Higiene Pública da Província demonstra de forma resumida o
estado sanitário da mesma. Nota-se a utilização de sangrias como meio de
combater a enfermidade.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Vista de Monte Alegre em 1966
Vista parcial da cidade de Monte Alegre em 1966, vendo-se ao longe
parte dos campos, lagos e canais contrastando com o crescente núcleo urbano que
se expande ainda hoje na antiga Aldeia de Gurupatuba.
Memória da Propaganda: Escravo fugido de Óbidos – 1859
Abaixo transcrevemos uma das propagandas
de “Escravos Fugidos” publicada na Capital sobre João Antônio, um escravo da
cidade de Óbidos, propriedade do capitão Dionísio Pedro Ausier que, no ano de
1859, fugiu das obras da cadeia de São José, na capital do Estado.
Isto foi notícia: Grande Cheia de 1859 no Baixo Amazonas
O rio Amazonas sempre teve ciclo de
enchentes e vazantes. O povo nativo conhecia essa sequencia anual dos eventos
que regia boa parte da vida das pessoas, principalmente na região da várzea.
Acontece que vez ou outra o rio excede os limites comuns da vazante ou da
cheia. As grandes cheias atuais são conhecidas e algumas das antigas foram
registradas no passado como no texto que publicamos, que tinha por título “A
enchente do Amazonas”, extraída do jornal “Monarchista Santareno” publicado em
1859 no auge da grande cheia:
Vista da Igreja Matriz de Terra Santa – 1899
Foto da Igreja Matriz da Vila de Terra
Santa no ano de 1899. Pode-se ver ao lado os dois sinos da igreja e um dos
antigos lampiões de iluminação pública. Do outro lado da Igreja, ainda no junto
à praça se vê o casario típico do século XIX.
Festa da Conceição: Chegada da Berlinda em 1971
Momento da
chegada da Berlinda no Círio de 1971. O momento da chegada do Círio sempre foi
de grande emoção para muitos participantes da romaria. Nos primeiros Círios a
procissão adentrava a Catedral, com o crescimento populacional a acolhida é
feita na Praça da Matriz.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Cerimônia de Formatura do Tiro de Guerra em Santarém – 1910
Fotografia tirada em frente ao Conselho
da Intendência Municipal de Santarém (atual Centro Cultural João Fona) por ocasião
de uma formatura do Tiro de Guerra de Santarém. Neste mesmo dia, o coronel
Galdino Velloso Pereira, intendente municipal, fez a oferta de uma riquíssima bandeira
ao referido batalhão, em nome do Conselho Municipal.
Artigo: Os antigos “Círios da Bandeira”
Por Pe. Sidney Augusto Canto
Muitos historiadores e pesquisadores
locais concordam que o Círio de Nossa Senhora da Conceição acontece em nossos
dias desde o ano de 1919. Entre eles cito: Paulo Rodrigues dos Santos, Wilde e
Wilson Dias da Fonseca.
Contudo, o historiador e pesquisador João
Bento Veiga dos Santos, em suas pesquisas já apontava para a realização, nos
primeiros anos da República, uma procissão denominada Círio da Bandeira, na
qual se levava um estandarte com a efígie da Santa Padroeira, percorrendo
algumas ruas da Cidade, com concorrência do povo, congregações e irmandades
religiosas e banda de música, e que para ele seria o precursor dos nossos
atuais Círios.
Dom Tiago Ryan retorna dos Estados Unidos como Prelado de Santarém – 1958
Nascido a 17 de novembro de 1912, James
Michael Ryan, viria a tomar posse no ano de 1958 como 5º Prelado de Santarém. A
foto registra o momento em que Dom Tiago Ryan é acolhido pelo povo, em frente à
Catedral de Santarém, após desfile, em carro aberto, do antigo aeroporto da
cidade até a Praça da Matriz.
Descrição de um viajante: Óbidos na visão de José Veríssimo – 1877
Óbidos tem grandes e ilustres filhos.
Entre alguns que se destacam na galeria nacional, encontra-se José Veríssimo de
Matos, crítico literário, fundador da Academia Brasileira de Letras e profundo
conhecedor da cultura amazônica, inclusive dominando o conhecimento da língua
geral amazônica, conhecida como nheengatu. Entre abril e maio de 1877, José
Veríssimo publicou a narrativa de uma viagem a Óbidos, que ele realizou no
início daquele mesmo ano, em forma de folhetim, no Jornal “Liberal do Pará”, do
qual extraímos a seguinte descrição da cidade que lhe serviu de berço:
A casa onde nasceu o maestro Wilson Fonseca – 1910
Fotografia da “Vila Paraíso” no Álbum
Ilustrado do Pará no ano de 1910. Nesta casa nasceu o maestro santareno Wilson Dias da
Fonseca, a 17 de novembro de 1912. Infelizmente a casa não existe mais, foi
destruída, em nome do “progresso”, para hoje abrigar um estacionamento.
Isto foi notícia: Impostos sonegados por Regatões em Itaituba – 1876
A sonegação de impostos pelos regatões
que navegavam o rio Tapajós, em 1876 gerou a insatisfação por parte de pessoas
da Vila de Itaituba. Abaixo transcrevemos uma notícia advinda de uma carta,
assinada pelo pseudônimo de “Justus”, escrita na Vila de Itaituba em 06 de
fevereiro de 1876 e dirigida ao Presidente da Província do Pará, publicada em
alguns jornais da Capital Paraense, entre os quais o “Santo Ofício”, do qual
extraímos o conteúdo que segue abaixo:
Embarque de castanha no porto de Alenquer -1953
Fruto regional e base da economia local
na década de 1950, esta foto registra uma embarcação carregada de Castanha do
Pará no porto de Alenquer.
Documentos históricos: Ata do Partido Republicano Conservador de Monte Alegre – 1911
Abaixo transcrevemos a ata que registra a
adesão do Partido Republicano Conservador de Monte Alegre ao governador João
Coelho. Além disso, registra-se também a troca de representante do mesmo
partido na capital do Estado. Eis o texto do documento:
Memória da Propaganda: Casa comercial da Aldeia em 1856
Um dos raros registros da casa comercial
existente no sobrado do bairro da Aldeia, em Santarém, no ano de 1856. O
empreendimento funcionava nos baixos do sobrado e pertencia à firma de Gustavo
Honório Sirotheau e Manoel de Oliveira Campos.
Festa da Conceição: Croqui das Procissões do Círio e da Festa – 1978
Abaixo podemos ver o croqui de divulgação
das duas procissões que existiam no período das festividades da padroeira de
Santarém no ano de 1978: o Círio e a Procissão da Festa. Esse croqui apresenta
um dos trajetos mais tradicionais, antes da existência do trajeto atual.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Vista da Catedral de Santarém na década de 1920
A igreja matriz de Nossa Senhora da
Conceição em fotografia de Apolônio Fona em fins da década de 1920. Além da
Catedral (ainda sem as torres) pode-se ver o “Cine Guanabara”, um dos
antecessores do “Cine Olímpia”, que veio a funcionar, posteriormente, no mesmo
local.
Isto foi notícia: A chegada da Companhia Ford em Santarém – 1928
A saga de
Henri Ford na Amazônia tem alguns capítulos interessantes. Um deles diz
respeito ao navio cargueiro “Lake Ormoc”, que partiu de Detroit, EUA, rumo à
Amazônia em fins de julho de 1928, trazendo um carregamento de material destinado
à implantação da empresa Ford no recém-adquirido terreno da Companhia, nas
margens do rio Tapajós. O “Lake Ormoc” chegou à Santarém no dia 16 de setembro
do mesmo ano, trazendo à reboque uma outra embarcação, o “Lake Farge”, sendo
ambas as embarcações saudadas por autoridades municipais que deram boas vindas
ao comandante e demais oficiais do comboio marítimo. O jornal “A Cidade”
daquela época assim registrou a chegada daquelas embarcações:
Monte Alegre: Trabalhadores da Colônia Japonesa – 1953
Fotografia do acervo do IBGE mostrando
trabalhadores na Colônia Japonesa de Monte Alegre em plena atividade. Esta foi
uma das Colônias mais ativas na região do Baixo Amazonas.
Descrição de um viajante: Boim em 1875
Outro relato feito por Rufino Luiz
Tavares, que esteve na região do rio Tapajós no ano de 1875. Eis o texto, publicado
no ano de 1876, que fala da então paróquia de Boim, que na ocasião era apenas
um Lugar, sem predicamento de Vila.
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