quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Contagem Regressiva...


Daqui a um mês, no dia 02 de fevereiro, será instalada a nova Província Eclesiástica de Santarém. Na mesma ocasião o primeiro Arcebispo de Santarém, Dom Irineu Roman, tomará posse como pastor de nossa Arquidiocese e Metropolita da Província Eclesiástica.
Começamos a publicar, a partir de hoje, algumas notas e curiosidades históricas sobre a presença da Igreja Católica em Santarém e também na região que compõe a nova Província Eclesiástica, para a reflexão de nossos leitores.
A primeira delas é sobre uma das atividades de Dom Amando Bahlmann, que fez diversas conferências em diversos lugares do nosso país e também do mundo, falando sobre a vida e os costumes indígenas de nossa região. Foi com o apoio de Dom Amando que foi fundada a Missão Cururu, no Alto Tapajós. Nesta postagem podemos ver a notícia de uma dessas conferências, realizada no dia 24 de setembro de 1916, na cidade de Recife e publicada no jornal “A Província”, na mesma data.



E a história continua...


Neste primeiro dia do ano queremos agradecer a todos os leitores que nos incentivam e acompanham nosso trabalho aqui no blog. Neste ano de 2020, esperamos poder colaborar muito mais para que a memória, história e cultura da nossa região continuem a ser conhecidas por todos aqueles e aquelas que valorizam a vida do nosso povo amazônico presente na região do Baixo Amazonas e Tapajós.
Feliz ano de 2020 para todos e todas!

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Cartão de natal do ano de 1963



A família de Audálio Corrêa Campos mandou preparar este cartão de Natal no ano de 1963, com uma bonita foto aérea da cidade de Santarém, para distribuir entre os familiares e amigos. Acervo familiar de Hélcio Amaral.

Um cartão postal de Santarém na década de 1960



Cartão postal retratando três exemplos da arquitetura do centro da cidade de Santarém: a Catedral, o Cinema Olímpia e a Garapeira Ypiranga. Acervo familiar de Hélcio Amaral.

Uma descrição do rio Tapajós em 1863


Tapajós. Rio igual em grandesa ao Tocantins, desce das cordilheiras dos Parecis no rumo de S. O. a N. E., atravessando terras montanhosas, formando grandes cachoeiras, e terminando seu curso com uma largura consideravel. E' habitado na parte superior pelos indios Apiacás e outros; na media pela guerreira e industriosa tribu dos Mundurucús, e pelos Mauès na margem esquerda, na parte inferior n'uma extensaõ de 50 leguas.
Saõ suas margens povoadas por gente civilisada, encontrando-se n'ellas as povoações seguintes: Villa de Itaituba, Aveiros, Boim, Alter do Chaõ, Villa Franca e cidade de Santarem. Este rio é o mais rico e mais poderoso de todos, quanto aos productos naturaes, abundando extraordinariamente em suas margens a borracha, tabaco, salsa, guaraná, castanhas, breu, estopa, cumarú, e outros muitos productos.

Uma descrição do rio Jamundá em 1863


Jamundá. Rio que desce das montanhas da Guyanna no rumo de N. a S.; em sua parte inferior forma um espaçoso lago em cujas margens está a decadente villa de Faro; e dividindo-se depois em varias ilhas e outros tantos braços, entra no Amazonas por muitas boccas, das quaes a mais occidental, é o limite do Pará com a provincia do Amazonas. A parte superior d'este rio é habitada por indios de diversas tribus antigas e a inferior por população civilisada.
As suas producções naturaes são cacáo, breu, castanhas, cravo, cumarú, estôpa, jutahysica, oleo de cupahyba, tabaco, e borracha. 

Uma descrição do rio Trombetas em 1863


Trombetas. Rio notavel por sua extensão e pela falta de sinuosidade na parte inferior do seu curso; desce da cordilheira da Guyanna, tendo por confluente principal Cumiahú do lado oriental. As terras de suas margens sito baixas e ás vezes alagadiças até a barra do mesmo Cumiahú, da qual naõ muito longe se ahaõ as primeiras cachoeiras, e começaõ as terras altas e montanhosas, habitando esta ultima parte além d'outras tribus, uma muito pacifica, cujos costumes, physionomia, caracter e indole comercial indicaõ que pertence á famosa naçaõ dos Caribas; a parte inferior é pouco habitada, havendo todavia alguns estabelecimentos civilizados e algumas cabanas de escravos fugidos. O rio offerece navegaçaõ desimpedida para vapores, até as primeiras cachoeiras. Os productos naturaes d'este rio saõ abundantes, distinguindo-se entre elles-castanha, cacáo, borracha, cravo, cumarú e salsa, assim como excellentes madeiras de construcçaõ civil e naval. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Uma descrição do rio Surubiú em 1863


Surnbiú. Rio procedente das montanhas da Guyanna; é pouco extenso e pouco navegavel; abre-se em lago junto da villa de Alemquer, depois entra no Paraná-mirim de Obidos para sahir no Amazonas. Em suas margens se encontraõ excellente castanha, cacáo, borracha, estopa e cumarú, abundando no Parana-mirim, os mesmos generos e tabaco.

Uma descrição do rio Gurupatuba em 1863


Gurupatuba. Rio pouco extenso procedente dos montes da Guyanna junto á montanha, sobre que está a villa de Monte-Alegre. É habitado na parte inferior por alguns sitios e fazenda de cultura e creaçaõ. As producções naturaes nas suas terras saõ: castanha, cacáo, oleo de cupahiba e estôpa; nas suas margens se encontra excellente pedra conhecida pelo nome de pedra de amollar, que serve para edificaçaõ. 

Uma descrição do rio Parú em 1863


Parú. Um dos rios mais notaveis da Guyanna Brasileira, donde desce para o Amazonas, onde tem sua barra com pouca largura; é navegavel 30 legoas, além das quaes ha numerosas cachoeiras, e acima da primeira destas, alarga-se muito o rio, enchendo-se de numerosas ilhas todas de terra firme. Habitaõ na parte superior somente indios, cujas tribus principaes saõ a Aparahy, que habita no logar chamado Arimatapurú e Urucúianna, que habita na parte superior.
Na sua barra se aha a povoaçaõ de Almeirim; os seus productos naturaes saõ cacáo, salsa, borracha, castanhas, tabaco e baunilha. 

Uma descrição do rio Jari em 1863


Jary. Rio consideravel procedente da Guyanna Brazileira e affluindo de N. a S. para o Amasonas; tem curso muito extenso, é navegavel mais de 30 legoas, seguindo-se depois as cachoeiras, margens baixas, e alagadiças em geral, na parte navegavel, e montuosas na media e superior. N'estas ha as tribus seguintes: Cuceaxim; Uacupi; Oyapi, com a qual foi fundada em 1839 a povoação, hoje em ruinas, chamada-Tujújú-maiti; japuruhi, Atamancum, e Arenaibú.
Estas duas tribus vivem concentradas no matto, mas communicam-se com as do Parú pelas suas cabeceiras. Os productos naturaes nas mattas deste rio são: borracha e salsa em abundancia, cacáo, castanhas cumarú, cravo, breu e baunilha. 

domingo, 15 de dezembro de 2019

Coral de Santarém em apresentação de Natal – 1983



Registro fotográfico feito na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Santarém, quando o Coral de Santarém cantava a “Missa do Galo”, celebrada no sobredito templo, à meia noite do dia 24 de dezembro. A apresentação era feita com a roupa de gala do conjunto vocal, que tinha como regente o maestro Wilde Dias da Fonseca. Ao fundo, pode-se ver o "Presépio", montado junto à imagem de Jesus Crucificado, ofertada por "Von Martius". Foto cedida ao blog pelo amigo Paulo Dias.


Recepção ao Papai Noel em Santarém



Nestas duas fotografias, momentos da recepção do Papai Noel, em Santarém, na primeira metade da década de 1980, em evento realizado no Anfiteatro Joaquim Toscano, na Praça de São Sebastião. Na ocasião, o prefeito municipal, Ronan Liberal, fazia entrega da chave da cidade ao personagem natalino. Fotografia cedida ao blog pela senhora Neide Lira.

Papai Noel no Estádio Elinaldo Barbosa



Cerimônia de recepção ao Papai Noel, realizada no antigo Estádio Elinaldo Barbosa no início da década de 1980. Na ocasião, o prefeito municipal de Santarém, Ronan Liberal, acolheu o “Bom Velhinho” entregando a chave da cidade. Fotografia cedida ao blog pela senhora Neide Lira.

Grupo de frades franciscanos da Prelazia de Santarém



Tendo ao centro o Prelado de Santarém, Monsenhor Anselmo Pietrulla, um grupo de frades franciscanos, em sua maioria alemães, que trabalhavam na Prelazia de Santarém, durante o período da Segunda Grande Guerra Mundial, na primeira metade da década de 1940. Foto cedida ao blog pela professora “Ida Marinho”.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Notícias sobre o quilombo do rio Curuá em 1863


Assim tambem, mediante os esforços do coronel Miguel Antonio Pinto Guimarães, que se encarregou de coadjuvar-me em igual empenho, foi devassado o quilombo do Rio Curuá, que não deixava de ser fatal aos povoados da sua visinhança.
Forão capturados 26 escravos, para cujo fim mandei abonar a quantia de 1:200$000.
D'est'arte, senhores. conto ir pouco a pouco extinguindo esses focos, onde impera o vicio, e o crime encontra seguro azilo.

Sobre a Estrada do Tapajós – 1863


Estrada do Tapajoz. No intuito de remover os obstáculos que muito concorreraõ para o enfraquecimento do interessante commercio que outr'ora se fazia entre Santarém e Cuiabá pelo rio Tapajoz, tive o pensamento de tentar uma communicaçaõ por terra, que evitando os tropeços, que offerecem as invenciveis cachoeiras daquelle rio a contar da denominada – Maranhaõsinho – em diante pozesse em contacto comnosco as fronteiras d'aquella provincia.
Tradições antigas davaõ noticia da vinda de habitantes d'aquella provincia em busca d'ouro em pontos que saõ hoje conhecidos.
Os indigenas pacificos que habitaõ no valle d'aquelle rio indicaõ tambem que acompanhando-se o rio Paraná-tinga que é um dos maiores affluentes do Tapajoz chega-se a campos onde existem habitações e bastante gado.

Sobre a mudança da sede paroquial de Juruti – 1863


Remoção da séde da freguesia de Juruty. Em virtude das disposições da lei provincial de 03 de desembro de 1859 encarreguei ao engenheiro 1º tenente Joaquim Rodrigues de Moraes Jardim de escolher e demarcar na margem do Amazonas entre a ponta do Maracauassú e a bocca do igarapé Balaio o lugar mais azado para assento daquella povoação, levando o plano das ruas, e praças, de maneira a começar o seu estabelecimento com regularidade.
A séde actual d'aquella freguezia existe no centro do lago Juruty, a seis legoas de distancia da margem do Amazonas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

A desobstrução do Lago Pauxis em 1862


No pequeno valle formado pelo morro da Escama e pela terra alta, em que está assentada a cidade de Obidos, existe um pequeno lago que desagua no Amasonas, quasi immediatamente, pois que muito proximo á margem do rio é que elle estreitando forma um pequeno Igarapé. Esta garganta que o liga ao Amasonas tem sido obstruida já por plantas, já por cascos de canôas velhas que ali se achão a apodrecer, obstaculos estes que tem facilitado a accumulação de arêas que impedem os escoamentos do mesmo lago, logo que o Amasonas desce abaixo de certo nivel, o que acontece annualmente, tornando-se as aguas do lago estagnadas e assim urna fonte perene de exhalações paludosas.

Produção industrial do município de Itaituba em 1862


Município de Itaituba. Existem 4 engenhos que produziraõ 200 frasqueiras de aguardente, movidos por animaes com 32 braços empregados no serviço.
Os principaes artigos de producçaõ agricola e industrial exportados do município foraõ os seguintes:
Breu – 114 arrobas – 114$000
Café – 410 arrobas – 2:000$000
Cacáo – 600 arrobas – 2:400$000
Castanha – 120 alqueires – 240$000
Cravo – 87 arrobas – 582$000
Estopa – 65 arrobas – 65$000
Farinha – 350 alqueires – 1:024$000