domingo, 19 de fevereiro de 2017

Memória da Propaganda: Baile do Hawai – 1987

Realizado pelo Tropical Hotel de Santarém, a propaganda do “Baile do Hawai” do ano de 1987, trazia como atração especial o cantor “Jamelão”, puxador da escola de samba “Mangueira”, do Rio de Janeiro.



A Escola “Chapeuzinho Vermelho”, campeã do carnaval de 1982

Apostando no enredo “Festa do Sairé”, a escola de samba “Chapeuzinho Vermelho” conquistou o título de campeã do carnaval de rua em Santarém, no ano de 1982, graças ao vigor do presidente da Escola, dr. Telmo Alves.



O bloco “Big T” no carnaval santareno de 1981

Os bailes carnavalescos do Centro Recreativo também eram animados por diversos blocos. Um deles, o “Big T”, foi presença confirmada no baile “Alegria até o Sol Raiar”, promovido pelo clube em 1981.



A Escola “Ases do Samba”, campeã do carnaval de 1979

Com o enredo “Lendas e Mitos”, a Escola “Ases do Samba” conquistava o título de campeã do carnaval santareno de 1979. O diretor da Escola, Laurimar Leal, apostou na simplicidade e na cultura amazônica e santarena para ganhar o título. A música do samba enredo foi composta por Vicente Fonseca, com letra de Renato Sussuarana.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Artigo: Carnavais santarenos de antigamente... (Parte 04)

Pe. Sidney Augusto Canto

As décadas de 1940 e 1950 viram acontecer diversas mudanças no carnaval Santareno. A principal delas foi a solidificação, cada vez maior, dos bailes de salão. Por outro lado, os bailes promovidos nas residências das famílias santarenas, os “assaltos” e os “sustos” foram diminuindo até desaparecerem, para a felicidade de muitas “assustadas“ vítimas.


Em 1949, além dos bailes dos clubes, o carnaval de rua continuava a acontecer, conforme podemos ver na notícia publicada no Jornal de Santarém de 26 de fevereiro daquele ano:

Memória da Propaganda: Loja “A Pernambucana”, em Santarém – 1935

Época de Carnaval também é tempo de anunciar e vender. A loja “A Pernambucana” aproveitava o carnaval para fazer isso com poesia e muita criatividade ao povo de Santarém.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Um distante e animado grupo musical em Santarém da década de 1930

Nos anos de 1930, era comum organizar grupos de músicos que animavam uma turma que iam brincar carnaval de casa em casa, “assustando” os moradores, pois não avisavam nada sobre a “invasão”. Nesta foto podemos ver um desses pequenos e animados grupos musicais, destacando-se, ao centro, o professor Luiz Barbosa.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Artigo: Carnavais santarenos de antigamente... (Parte 03)

Pe. Sidney Augusto Canto


Continuando nos anos de 1930, não podemos deixar de citar alguns fatos inusitados desses antigos carnavais santarenos. Um deles, marcante naquele tempo, sem dúvida nenhuma era a realização do “assustado”.

O “assustado” era organizado em dia de semana, geralmente quarta-feira, onde um grupo de foliões faziam coleta (a famosa vaquinha) para pagar um grupo de músicos. Reunido o grupo, partiam para uma casa pré-escolhida e, sem nenhum aviso prévio, entravam e faziam a festa deixando o dono da casa “assustado” (daí o nome). O pior, era que não acontecia somente o “susto”, havia também o “Assalto”, costume ligado ao primeiro, onde, literalmente se “assaltava” a dispensa (comida e bebida) dos já “assustados” moradores da cidade. Algumas famílias recebiam bem a inusitada trupe, outros, revidavam até mesmo na base da bala aos intrépidos foliões. Na década de 1930, um dos blocos que “assustavam” e “assaltavam” o povo santareno era o “Cigana Salientes”, que o faziam nos domingos e terças de janeiro. 

A posse da “Ilha Ponta Negra” em 1947

Em 1947, o Jornal de Santarém apresentava ao público a notícia da posse da “Ilha Ponta Negra”, no município de Santarém. A terra, formada por barro aluvião do rio Amazonas, curiosamente se tornou pertencente a uma “Olaria”.


O Bloco da Pulga na Avenida Barão do Rio Branco

A animação dos brincantes do Bloco da Pulga quando desciam a Avenida Barão do Rio Branco no início dos anos 1980. FOTO: Acervo do Instituto Cultural Boanerges Sena – ICBS.


O desabamento do Cais de Arrimo em 1986

Um forte temporal que caiu sobre a cidade de Santarém, na madrugada do dia 14 de outubro, uma terça-feira, provocou o desabamento de aproximadamente 40 metros do cais de arrimo na Avenida Tapajós. Curiosamente a empresa Estacon, já estava recuperando outra parte do cais, vizinho ao local do desabamento.


A agenda de eventos que Elinaldo Barbosa não cumpriu em 1969

Um fato interessante da história política (e também esportiva e educacional) de Santarém, pouco conhecida, é a agenda de inaugurações na região do planalto santareno no dia 15 de fevereiro, que seriam feitas pelo prefeito Elinaldo Barbosa, gestor municipal. Contudo, na manhã deste dia, o prefeito seria assassinado em seu gabinete, na prefeitura de Santarém, e o que seria festa, virou luto. Dias antes, a notícia das inaugurações estava estampada no “Jornal de Santarém”, de 08 de fevereiro de 1969, abaixo transcrita: 

Uma nota sobre a “Escola Jesus Maria José”, em Santarém

No dia 11 de setembro de 1906 foi fundada em Santarém a Escola Jesus Maria José, pela piedosa senhora d. Ana de Miranda, que durante muitos anos lecionou as primeiras letras às criancinhas santarenas.
Do ano de 1918 em diante a referida Escola foi regida pela incansável preceptora d. Delfina de Jesus Amorim, que dividiu as aulas por classes, passando a ministrar o ensino de acordo com as exigências do regulamento oficial, o que vinha facilitar aos alunos um padrão de estudos mais elevados.

Reinstalada a luz elétrica em Boim – 1949

Desejoso de dar imediata assistência às nossas localidades do interior do município, o nosso digno e operoso prefeito municipal, sr. Aderbal Corrêa, providenciou com desvelado carinho reinstalar a iluminação elétrica na Vila de Boim, suspensa em virtude de um desarranjo no motor gerador de luz ali instalado na administração do doutor Ismael Araújo, de cuja gestão Boim recebeu esse significativo melhoramento.

O projeto de criação da Escola de Comércio de Santarém – 1947

Coroando uma série de justas reinvindicações para os municípios do Baixo Amazonas, é com satisfação que a Associação Comercial publica, linhas abaixo, o projeto de Lei pelo qual funcionará nesta cidade, servindo, porém, aos outros municípios, a futura Escola de Comércio de Santarém. 

Um estranho “monstro marinho” avistado no Trapiche Municipal de Santarém – 1933.

Na noite de 09 do corrente, cerca de meia noite, várias pessoas encontravam-se no Trapiche Municipal desta cidade, à espera dos vapores “Barão de Cametá” e “Rio-Mar”, quando um dos circunstantes, o sr. Lauro Neves, antigo trabalhador do Trapiche, chamou a atenção dos presentes para um vulto negro, de consideráveis proporções, que avançava contra a correnteza do rio, em direção do Trapiche e ao largo da praia mais ou menos sessenta metros.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Uma reflexão sobre história e turismo em Santarém...


Hoje, conversando com um jovem empreendedor do turismo em Santarém (e aproveitando outra conversa anterior), me veio a necessidade de fazer uma reflexão a partir da seguinte pergunta: Porque não se agregar mais valor histórico à paisagem e potencial turístico de Santarém?
Explicando... Geralmente se mostram pontos turísticos tradicionais do centro da cidade (centro de ocupação historicamente portuguesa), tais como museus, igrejas, praças, etc., e pouco se fala (e se mostra), por exemplo, aos austríacos e franceses: que o bairro da Aldeia tanto encantou os membros da Expedição Langsdorff (patrocinada pela primeira Imperatriz do Brasil) que contou com a participação de ilustres membros destas duas nações.
Aos britânicos não se mostram os lugares onde estiveram alguns dos botânicos mais famosos do Reino Unido (Richard Spruce, Henry Bates e, principalmente Alfred Russel Wallace – coautor da Teoria da Evolução), levando os turistas aos lugares onde esses grandes cientistas estiveram (Mapiri, Laguinho, Maicá) coletando espécimes que hoje se encontram nos museus da Europa.
Pouco exploramos os arredores do Diamantino, onde os confederados norte-americanos foram colonizar após a Guerra Civil Americana (e também onde o famoso inglês Henry Wickham cultivou e preparou as mudas de seringa que foram enviadas para a Inglaterra). E o bairro do Maicá, onde os Riker fizeram a primeira experiência de plantação de seringuais (muito antes de Henri Ford).
Não aproveitamos turisticamente os bairros do Ipanema e Cambuquira (além dos lugares adjacentes, que serviram de lar para os primeiros imigrantes cearenses que aqui vieram).
Isso sem falar nas colônias japonesa (que possuía campo de beisebol, em Santarém), alemã, italiana, portuguesa, espanhola e tantos outros povos que ajudaram a construir nossa cidade, agregando valor histórico ao nosso potencial ecológico, paisagístico e turístico.
Esses exemplos são somente para ilustrar a reflexão que proponho aos amigos e amigas que trabalham o potencial turístico de Santarém... (com meu obrigado ao Karin e Rafael pela colaboração no parto desta reflexão).
Santarém, 07 de fevereiro de 2017.

Pe. Sidney Augusto Canto

Grupo dos 20 no carnaval obidense nos anos 1930.

Assim como aconteceu em Santarém, o carnaval obidense deixava os bailes de salão e das residências das elites da cidade para tomar as ruas e ladeiras da “Cidade Presépio”, um dos grupos de animação da rua era o Grupo dos 20. Nesta foto, pode-se ver, há mais de 80 anos atrás, a presença de crianças mascaradas no carnaval pauxis.



Baile de Carnaval no Atlético Cearense em Santarém – 1978

A década de 1970 foi um ano de ouro para os bailes de salão (que nunca saíram de moda na cidade). Aqui postamos o registro de um baile no tradicional clube santareno do Comercial Atlético Cearense no ano de 1978. Foto enviada ao blog pelo amigo Eudi Bertier.



Artigo: Carnavais santarenos de antigamente... (Parte 02)

Por Pe. Sidney Augusto Canto

Os anos de 1930 foram anos de mudanças no carnaval santareno. Ainda continuavam a existir os bailes de salão e o carnaval pomposo das residências das famílias tradicionais. No entanto, em 1931, assumia o governo municipal o prefeito Ildefonso Almeida. Gestor que deu grande impulso cultural e administrativo à urbe tapajônica. Foi ele o primeiro gestor a organizar o CARNAVAL DE RUA em Santarém, oferecendo uma oportunidade para aquelas pessoas que não tinham condições de organizar bailes em suas residências.