terça-feira, 19 de setembro de 2017

Artigo: Sobre as origens do Sairé...

Por Pe. Sidney Augusto Canto

Na última quinta-feira, dia 14 de setembro, ao ser entrevistado sobre o Sairé, contei uma história que deixou a repórter surpresa por não saber, até então, da origem do Sairé. Alguns estudantes que viram a entrevista, pediram que eu escrevesse sobre esse assunto, para ajuda-los em seus trabalhos.
Pois bem, voltemos no tempo...
No século XVII intensificou-se a presença missionária na Amazônia, principalmente com a vinda de Jesuítas e Franciscanos que, chegados de Portugal, traziam a missão de tornar os indígenas vassalos de sua majestade o Rei de Portugal e seguidores da fé cristã.

Frade franciscano visitando casas de palha na década de 1930

No início da vida da Companhia Ford Industrial do Brasil, os cuidados pastorais dos trabalhadores católicos estavam aos cuidados dos frades franciscanos, em sua maioria alemães. Henry Ford não permitiu construir nenhuma igreja dentro das suas possessões, mas teve que admitir que os padres visitassem os trabalhadores de Fordlândia e, posteriormente de Belterra. Naquela época, apesar do esforço da Companhia em alojar os empregados, alguns ainda viviam em casebres de palha, como os vistos nesta foto. Foto acervo ICBS.


Momento Poético: Meu último beijo.

Por Daniel Rebouças Albuquerque

Quisera dar os meus últimos beijos,
Sem sentir a amargura da dor,
Sem sentir a tristeza d’alma,
Reprimir as delícias do amor.

Quisera ter em meus últimos beijos,
O ardor dos meus beijos de outrora,
Não sentir o amargor do desdém
Nestes beijos gelados de agora. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um depoimento sobre o promotor público de Monte Alegre – 1892

Abaixo publicamos a informação prestada pelo dr. Juiz Substituto da Comarca de Monte Alegre, Climério Jacyntho de Sampaio, sobre os fatos praticados pelo promotor público dessa comarca segundo a cópia que nos foi entregue por um amigo da atual situação, o que significa autenticidade.
Cópia.
Exmo. Dr. Desembargador João H. de Oliveira, DD. Procurador Geral do Estado. Respondendo ao ofício de V. Exa. datado de 9 do p.p. e só hoje recebido de torna-viagem da Capital.

Uma interessante carta sobre a situação política em Óbidos – 1867

Óbidos 10 de fevereiro de 1867.
Escusamos indicar a razão de ser desta missiva, a primeira que enviamos daqui, durante o ano que se desliza.
Ela tem por fim, reatando o fio de nossa correspondência, esculturar com lealdade os fatos mais notáveis e próximos a esta quinzena.
A eleição, que por via de regra, é geralmente o assunto forçado de todas as conversações, nos ocupará de preferência a qualquer outro acontecimento.
Nesta cidade, como em Faro e Juruty, obtivemos o mais completo triunfo no pleito eleitoral e o governo pôde contar com a votação de todo este colégio.

Fordlândia na visão do fotógrafo santareno Apolônio Fona, em 1932.

Apolônio Fona fez diversas incursões pelo rio Tapajós. A convite dos frades franciscanos, chegou a fotografar, inclusive, a Missão Cururu, dos indígenas mundurucus. Uma viagem até então pouco conhecida foi a Fordlândia, onde usou suas lentes e toda a destreza que tinha para capturar várias imagens no ano de 1932. Algumas delas foram publicadas em uma página da revista Vida Doméstica, do qual Apolônio Fona era correspondente, que tinha o sugestivo título de "A obra de Ford" e que aqui reproduzimos.



O desabamento do Cais de Arrimo em Santarém – 1986

Em virtudes das fortes chuvas de verão que caíram sobre a cidade e também da falta de manutenção, cerca de quarenta metros do cais de arrimo da Avenida Tapajós, próximo ao Bar Mascote, veio a desabar durante a madrugada do dia 14 de outubro de 1986, uma terça-feira. Curiosamente, a empresa Estacon estava realizando a recuperação do Cais de Arrimo, em um local próximo de onde aconteceu o desabamento.



Notícias de Faro e Terra Santa em novembro de 1911

No dia 1º (de novembro) terminou a festa do Sagrado Coração de Jesus, que celebrava na matriz da cidade, com grande pompa.
No dia 4, seguiram, em lancha especial para a Vila de Terra Santa os srs. Intendente Municipal, o dr. Juiz de Direito da Comarca, o Diretor do Grupo Escolar e as professoras do mesmo estabelecimento, donas Amalia Lavôr Cotrin e Silva e Rosalinda Cavalcante de Paula, a fim de efetuarem os exames nas escolas municipais da mesma Vila. Ao chegarem deu-se começo aos exames, sendo a bancada do sexo masculino presidida pelo Sr. Intendente e o feminino pelo dr. Juiz de direito.

Um inquérito pitoresco da Comarca de Alenquer

Na correição realizada em cartórios do Baixo Amazonas, a Comissão presidida pelo desembargador Nelson Amorim e integrada pelo perito Cleto Moura e o escrivão Amílcar Leão encontrou alguma coisa pitoresca.
Por exemplo, na Comarca de Alenquer, o Dr. Nelson Amorim teve oportunidade de manusear um inquérito absolutamente inédito. Autuado pela escrivã Onesífora Valente Moreira, do 2º Ofício, o inquérito se referia à ‘’morte de duas bezerras’’ e, na capa do processo, juntamente com o termo de atuação, está a indicação dos réus e das vítimas.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O enterro do prefeito Elinaldo Barbosa – 1969

Assassinado dentro do gabinete da Prefeitura Municipal (hoje Centro Cultural João Fona), esta foto registra um momento do enterro do Prefeito Elinaldo Barbosa dos Santos. O assassinato, ocorrido no dia 15 de fevereiro de 1969, colocaria Santarém como Área de Segurança Nacional. Foto do acervo ICBS.


A cerâmica de Santarém em destaque – 1932

Esta publicação na Revista Vida Doméstica, no ano de 1932, mostra parte da avultada cerâmica tapajoara desenterrada no bairro da Aldeia, em Santarém, pelo tenente Annibal Augusto Freire. Boa parte destas peças, assim como muitas outras mais, foram enviadas para fora do município.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Uma missa de Dom Tiago Ryan no Seminário São Pio X – 1981

A Capela Maior do Seminário São Pio X, em uma celebração eucarística presidida pelo então Bispo de Santarém, Dom Tiago Ryan, no ano de 1981. Quando entrei para o Seminário, dez anos depois, quase nada havia mudado, exceto a quantidade de seminaristas, pois já não havia mais o curso ginasial (que funcionava em 1981), somente o colegial.


O Sairé no Bairro da Aldeia, em Santarém, no ano de 1932

O desenho aqui apresentado foi feito por Mário de Murtas que, durante uma excursão do Touring Club do Brasil, ao passar pela cidade de Santarém, pode observar um grupo de mulheres dançando o Sairé, que ainda existia no bairro da Aldeia, com seus cantos religiosos tradicionais.


Uma panorâmica de Fordlândia na década de 1930

Uma vista de Fordlândia nos anos de 1930, podendo-se ver duas das ruas principais: A “Boa Vista” com suas características “Casas Grandes” e a “Central”. Podemos ver também alguns dos antigos alojamentos, o Restaurante e parte de algumas das casas comerciais, alguns destes prédios ainda hoje existentes.


Desvendando os segredos do sertão brasileiro – 1928

O Sr. dr. Washinton Luiz, Presidente da República, recebeu o seguinte radiograma precedente de Óbidos:

Cabeceira do rio Caminá [sic], 15 de Novembro.
Tenho a honra de congratular-me com v. Exa. pela comemoração da gloriosa data de 15 de Novembro. Viajamos a 350 quilômetros ao norte de Óbidos, próximo à faixa da fronteira, a qual devemos atingir dentro de uma semana.
Temos encontrado sérias dificuldades no transpor as cachoeiras, uma das quais, a de Paciência, consumiu-nos oito dias de insanos trabalhos.
Alcançamos ontem a boca do Rio São João, o ponto mais alto atingido pela sra. Condreau, viajante que mais próximo chegou da fronteira da Guiana Holandesa, dentro do Brasil.
Viajamos hoje por partes desconhecidas, nunca atingidas pelos portugueses. Gozamos saúde.

O que vai pelo interior – Notícias do Rio Tapajós em 1890

O Tapajós, de Santarém até Itaituba, é pouco habitado. À exceção de Alter do Chão, Boim, Aveiro, Itaituba, Brasília Legal e Urucuriteua [sic], as margens pitorescas deste caudaloso afluente do Amazonas, oferecem o triste aspecto de uma floresta interminável, só de longe em longe interrompida por uma palhoça de paupero aspecto.
E’ que a borracha do alto Tapajós, aniquila a lavoura da zona interior.
A raridade da população traz o inconveniente de serem essas margens o refúgio predileto dos malfeitores do Baixo Amazonas, os quais com toda a segurança, abertamente aí vivem com família, negociando em pleno dia, afrontando a justiça e a moral pública.

A recepção da Comissão dos trabalhos da Estrada de Alenquer – 1892

Da Gazeta de Alenquer”, de sete do corrente, extraímos o seguinte:
A bordo dos paquetes “Lábrea” e “Conde d’Eu”, chegaram à 30 de julho e à 1º de agosto corrente, os membros da Comissão encarregada da abertura da grande estrada, que, partindo desta cidade, deve ir terminar nos Campos Gerais, pondo o nosso litoral em comunicação com essa zona privilegiada.
A hora adiantada da noite em que chegaram esses paquetes não permitiu que, no ato do desembarque do ilustre Sr. Dr. Couto e seus dignos companheiros, lhes fosse feita a demonstração de público apreço, que estava planejada, e que, como fora determinado no programa, ficara adiada para a tarde do dia da chegada do “Conde d’Eu” à 1º.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Homenagem cívica do Colégio Santa Clara

No antigo Estádio Municipal (Campo São Franciso/ Estádio Aderbal Correa/ Elinaldo Barbosa) um grupo de alunas do Colégio Santa Clara faz sua apresentação cívica em fins da década de 1930 ou início da década de 1940.


Um antigo desfile cívico em Santarém

Alunos de uma escola local fazem a sua homenagem à Pátria, em desfile cívico pela Rua João Pessoa (atual Lameira Bitencourt). Ao fundo o prédio onde funcionava a Loja Castelo e o Hotel Mocorongo, cujas janelas serviam de “camarote”. Foto da década de 1950.


Grupo de alunos do Grupo Escolar de Santarém

Em desfile cívico pela Avenida Adriano Pimentel (possivelmente na década de 1950), um pelotão do Grupo Escolar de Santarém (hoje Escola Frei Ambrósio) apresenta sua homenagem pela independência da Nação.