quarta-feira, 26 de abril de 2017

A peça teatral “O Divino Martírio” – 1933

Não nos podemos furtar a um comentário justo e sincero sobre o “Divino Martírio”, da autoria de Flávio Tapajós e desempenho de um grupo de meninas de nossa sociedade.
Ansiosos por presenciar a exibição dessa peça, estivemos domingo último no Theatro Victoria, quando se anunciou ser este o último dia em que a mesma iria à cena.

E ante o que ali vimos, capaz de satisfazer os mais exigentes no assunto, não podemos silenciar a nossa admiração aos pequenos protagonistas daquele drama, que muito bem se houveram no desempenho dos papéis que lhes foram confiados.
Logo à primeira cena, colhemos a melhor impressão possível.
Laire Campos, bem interpretando seu papel de Jesus Cristo. Não poderia ter sido melhor a escolha.
Ignezlita Correa em todos os seus papéis saiu-se a contento, sendo de justiça que se diga ser, de todas, a que possui melhor voz, o que aliás não é a primeira vez que presenciamos.
Lélia Toscano, Adahyl Fonseca, Gersonita Gentil, Rosalina Cardoso e todas as demais também estiveram irrepreensíveis.
Na cena dos bailados, muito bem organizada, todas as que nela tomaram parte, aliando à graça o ritmo da dança, corresponderam em toda a linha à expectativa da plateia atenciosas e conscienciosas.
E para coroar o êxito desses bailados ali estava a linda e pequenina Glória Pampolha que, com uma graça inimitável, arrancou sinceros e francos aplausos da assistência, todas as vezes em que surgiu em palco.
E assim, não podemos encerrar esta justa apreciação que nos propusemos fazer, sem externarmos aqui as nossas felicitações a Flavio Tapajós, o autor da festejada peça, e ao maestro José Agostinho, o organizador da parte musical, que reputamos muito bem composta.


NOTA: Publicado no Jornal de Santarém de 22 de abril de 1933.

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