quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Momento Poético: Cartola – O Palhaço

Por Evaldo Figueira

Surgia como reino Eldorado
Maravilhando o circo-teatro imortal
Viva meu povo que aplaudia encantado
Prosava histórias engraçadas
Gargalhadas geral
Quem fez do palco a viva poesia
Da sua vida, sua história, lutas ideal.

Trago ao povo encanto
Que o Império apresenta
Cartola – Otacílio de Sousa Sobral
Orion do Norte – sua primeira companhia de profissional
Rosário Garcia, Circo Thiane de renome internacional.

No Circo o Cartola
O palhaço desenrola
Faz improviso, faz o riso tão especial
Usa de magia e irradia a beleza de um sonho irreal.

Coração três cores de esplendores conquistados
Sessenta e três anos de trabalho, considerados, eu falei
De rosto pintado
Do cansaço já marcado.

Este é um homem monumento
Que não se tombou
Eis a vida de um palhaço
Fantasia que o Império fez com amor.

REFRÃO:
Império chegou. Oh! Oh!
Qual sol e lua
Trouxe o Cartola
O palhaço para a rua.


NOTA: A presente poesia foi musicada pelo mesmo Evaldo Figueira e serviu de samba tema para o desfile do bloco carnavalesco Império Figueirense, de Santarém, no ano de 1988, em homenagem a Otacílio de Sousa Sobral, o Palhaço Cartola, carinhosamente chamado também de “Cartolinha”.

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